Os jovens crescem, os jovens encaram a vida, os jovens percebem a imensidão.
Escrever a realidade do momento é permanecer real no mesmo. O que passa também é realidade.
Oras, eu me perco.
Despenco quando não estou dentro de mim e quando não respeito minha individualidade. Ser individual é método para viver.
Ser de si é remédio para não morrer.
E o corpo pede um pouco mais de alma.
O mundo cobra o acerto do homem. O erro é culpa. Entretando, digo: o fundo do poço é liberdade, entendem? Ninguém nunca o permite. Eu permito. Ou, ao menos, quero permitir com almejo de simplesmente entender o material que o compõe, o limite de profundidade, tudo é necessário.
E, depois, subir.
quarta-feira, junho 23
sábado, junho 5
A resposta é
A resposta é ser indiferente? É ser desapegada, pouco interessada e cada vez menos sensível? Não sei, eu não passo disso. Vou sumir.
Às vezes é necessário ser telespectador dos atos realizados, quem sabe tudo se resolve por fenômeno da natureza.
O meu problema é a sensibilidade exacerbada. Percebo que, a cada momento, assusto o meu corpo. Concluo que, agora a história não precisa ser contada por mim, muito menos ter vivida por mim.
Às vezes é necessário ser telespectador dos atos realizados, quem sabe tudo se resolve por fenômeno da natureza.
O meu problema é a sensibilidade exacerbada. Percebo que, a cada momento, assusto o meu corpo. Concluo que, agora a história não precisa ser contada por mim, muito menos ter vivida por mim.
domingo, maio 30
E desses livros ultraromânticos...
Antes de relatar aqui o que tenho em mente, escrevo todas as letrinhas no meu corpo.
E hoje eu vim admitir. Sim, admitir. Não o faço para mim e tampouco para o mundo a meu redor há muito tempo.
Acabei de chegar de um espaço maravilhoso, cercado de natureza, céu, lua, frio, vento no rosto e lindas paisagens. Fui por mim, para apreciar a poesia do mundo que muito faltava no meu espírito. Fui porque o coração doía, a carne já caminhava sem esperança e quis revitalizar-me.
Se eu consegui ou não, não sei, pouco me importa saber agora.
Cheguei aqui, a casa vazia, somente o crepúsculo no céu e o vizinho que ouve agora minha confortante Cássia Eller, música "Nós" que tanto me enche a alma (começa agora Milagreiro com a enquadradíssima participação de meu adorado Djavan). "E diz que a vida é feita de ilusão". E ponho aqui meus pensamentos, sem interferências ou cuidados estéticos. Vou deixando fluir...
O coração não dói agora. Só há aquele fim de desconforto que se tem no fim de uma doença ou mesmo de uma bela ressaca. Nem eu sei se doerá mais.
Acho que me inspirei com Álvares de Azevedo e seus romances tenebrosos que me fascinam ao mesmo tempo que acabam comigo.
E eu... em mim, quieta, sem dar rastro para o mundo, vivendo pela vida e caindo a cada fim. Desdobrando-me em dar, dar, dar meu amor, minha essência, tentando encontrar o motivo para acelerar o coração. E me joguei no mar de C. (só para deixar claro: tento fazer com que minha mente entenda que C. não foi tão importante assim, mas as lindas paisagens as quais me deliciei esse fim de semana disseram-me o contrário). E para dar fim nesse aperto, resolvo escrever aqui, admitir logo de uma vez que o amor importa sim e o que passou foi lindo. E que o sofrer existe.. viva-o!
É que o outro é sempre tão bonito e os "eus" me fascinam mais e mais. Eu encotro este "eu" e vivo-o intensamente. Sinto cada beijo e os longos abraços que fazem-me palpitar. Eu concedo meus movimentos, eu sinto o nosso calor, eu sinto nossa proteção, nossa cadência. E, de repente, "puf".
Chego aqui, na escuridão dessa casa sem nenhum motivo para me alegrar. Sim, minha querida, sem motivo. Sem fingimentos.
E agora nada existe. Porque o "eu" que encontrei e vivi parece não fazer mais parte desse mundo. Agora seu olhar vazio prova a mim que ele flutua no espaço, em outras órbitas. E nem sua presença eu posso sentir mais.
E hoje eu vim admitir. Sim, admitir. Não o faço para mim e tampouco para o mundo a meu redor há muito tempo.
Acabei de chegar de um espaço maravilhoso, cercado de natureza, céu, lua, frio, vento no rosto e lindas paisagens. Fui por mim, para apreciar a poesia do mundo que muito faltava no meu espírito. Fui porque o coração doía, a carne já caminhava sem esperança e quis revitalizar-me.
Se eu consegui ou não, não sei, pouco me importa saber agora.
Cheguei aqui, a casa vazia, somente o crepúsculo no céu e o vizinho que ouve agora minha confortante Cássia Eller, música "Nós" que tanto me enche a alma (começa agora Milagreiro com a enquadradíssima participação de meu adorado Djavan). "E diz que a vida é feita de ilusão". E ponho aqui meus pensamentos, sem interferências ou cuidados estéticos. Vou deixando fluir...
O coração não dói agora. Só há aquele fim de desconforto que se tem no fim de uma doença ou mesmo de uma bela ressaca. Nem eu sei se doerá mais.
Acho que me inspirei com Álvares de Azevedo e seus romances tenebrosos que me fascinam ao mesmo tempo que acabam comigo.
E eu... em mim, quieta, sem dar rastro para o mundo, vivendo pela vida e caindo a cada fim. Desdobrando-me em dar, dar, dar meu amor, minha essência, tentando encontrar o motivo para acelerar o coração. E me joguei no mar de C. (só para deixar claro: tento fazer com que minha mente entenda que C. não foi tão importante assim, mas as lindas paisagens as quais me deliciei esse fim de semana disseram-me o contrário). E para dar fim nesse aperto, resolvo escrever aqui, admitir logo de uma vez que o amor importa sim e o que passou foi lindo. E que o sofrer existe.. viva-o!
É que o outro é sempre tão bonito e os "eus" me fascinam mais e mais. Eu encotro este "eu" e vivo-o intensamente. Sinto cada beijo e os longos abraços que fazem-me palpitar. Eu concedo meus movimentos, eu sinto o nosso calor, eu sinto nossa proteção, nossa cadência. E, de repente, "puf".
Chego aqui, na escuridão dessa casa sem nenhum motivo para me alegrar. Sim, minha querida, sem motivo. Sem fingimentos.
E agora nada existe. Porque o "eu" que encontrei e vivi parece não fazer mais parte desse mundo. Agora seu olhar vazio prova a mim que ele flutua no espaço, em outras órbitas. E nem sua presença eu posso sentir mais.
quarta-feira, maio 19
C.
Joguei-me no mar
Sem saber o destino que ele haveria de proporcionar
Joguei-me porque
A vontade de sentir
Superou o medo de me perder
E eu conheci as águas gélidas
Que vaporizavam na minha epiderme
Quente, calorosa
Esperando que o mar atenuasse a sensação
De estar sem chão
E ele veio até mim
Ora cima, ora baixo
Ora cálido, ora brando
Sem saber o destino que ele haveria de proporcionar
Joguei-me porque
A vontade de sentir
Superou o medo de me perder
E eu conheci as águas gélidas
Que vaporizavam na minha epiderme
Quente, calorosa
Esperando que o mar atenuasse a sensação
De estar sem chão
E ele veio até mim
Carregando-me em ondas sinuosas
Ora cima, ora baixo
Sempre adentro
Ora cálido, ora brando
Sempre ardente
sexta-feira, abril 30
Qualquer coisa que se sinta.
Tens ciência daqueles dias de doença em que é de tua obrigação permanecer em silêncio? Principalmente quando tua voz está afetada, sem retorno.
Pois então. É fascinante.
Não encarar a vida com a realidade que ela necessita, sair de órbita. Acomodar-se dentro do corpo que a febre sacrifica. Olhos quentes, o cobertor que aquece o frio, a pele que se transforma em brasa. Queima.
Levanta-se, despeja a água que contatua com a pele - choque.
Derrama-se no cheiro da mãe e busca alguma poesia para abrandar. Poesia harmônica ou não. Ritmada ou não. Almejo de encontrar alguma brisa para atenuar o calor que sobe, sobe.
Pois então. É fascinante.
Não encarar a vida com a realidade que ela necessita, sair de órbita. Acomodar-se dentro do corpo que a febre sacrifica. Olhos quentes, o cobertor que aquece o frio, a pele que se transforma em brasa. Queima.
Levanta-se, despeja a água que contatua com a pele - choque.
Derrama-se no cheiro da mãe e busca alguma poesia para abrandar. Poesia harmônica ou não. Ritmada ou não. Almejo de encontrar alguma brisa para atenuar o calor que sobe, sobe.
sexta-feira, abril 23
Para eu descansar.
Está tudo bem
Vou proseando junto aos meus encantos
Está tudo certo
Eu vou fazendo os versos dos meus caminhos
Idealizando as palavras da minha história
Vou arrastando
A poesia para abrandar a minha vida
Trazendo o belo para dentro da ferida
Quem sabe assim
O coração descansa de uma vez
Quem sabe assim
O coração escolhe o que viver
Aos poucos crio asas
Pensando em voar
Para o que sinto ser bom
Acho-me em frases mescladas
Em melodias
De singelas canções
Canções com sentimentos
Feitas para acalmar
O meu coração
Não perco o encanto
Estou sempre a lutar
Para alcançar meu tom
Almejo o meu destino, enriqueço o meu sonhar
Vivo o que sinto.
Música de minha autoria, "Para Dan descansar", dessa vez, Para Bruna descansar.
Vou proseando junto aos meus encantos
Está tudo certo
Eu vou fazendo os versos dos meus caminhos
Idealizando as palavras da minha história
Vou arrastando
A poesia para abrandar a minha vida
Trazendo o belo para dentro da ferida
Quem sabe assim
O coração descansa de uma vez
Quem sabe assim
O coração escolhe o que viver
Aos poucos crio asas
Pensando em voar
Para o que sinto ser bom
Acho-me em frases mescladas
Em melodias
De singelas canções
Canções com sentimentos
Feitas para acalmar
O meu coração
Não perco o encanto
Estou sempre a lutar
Para alcançar meu tom
Almejo o meu destino, enriqueço o meu sonhar
Vivo o que sinto.
Música de minha autoria, "Para Dan descansar", dessa vez, Para Bruna descansar.
domingo, abril 4
Também é ser deixar de ser assim.
Árduo. Duro. Avassalador.
O que é ser, afinal?
Sinto que tirei de mim durante quatro dias todas as letrinhas do meu livro. Durante um certo período de tempo minha obra permaneceu vazia. Impressionante, foi.
Algo menos poético, talvez. Ou até poético demais. Apenas lembro-me de luzes, de sons, de dores, de alegrias arrastadas e muito sentidas. Sei que foi uma época de extremos.
Sinto que faço parte de um filme. E o diretor é um neurótico por perseguição. Tenho a impressão de que alguém observa, analisa o meu subjetivo e comanda tudo o que deve ser feito. Apenas para que eu continue a ser amada, amante, poesia, prosa, engraçada, feliz, sociável, sensível.
Mas eu digo que pare. Pare agora mesmo. Isso tudo me parece um tanto automático.
Me deixe ser diferente do que é "belo" também. Viver o real é de maior relevância agora. E me deixe ser oposto de "aceitável", se isso é ser Bruna.
Essa noite, pensando em tudo o que rodeava o meu corpo e os meus movimentos, criei uma imagem.
Estava eu perplexa, sem poder movimentar o corpo, a mente ou sentir a pele, demasiadamente dormentes. O dia clareava, mas não refletia a luz que se encaminhava para o escuro. De repente encontro minha alma sentada na beira de um rio com uma lanterninha a iluminar todas as letras perdidas do meu livro.
O que é ser, afinal?
Sinto que tirei de mim durante quatro dias todas as letrinhas do meu livro. Durante um certo período de tempo minha obra permaneceu vazia. Impressionante, foi.
Algo menos poético, talvez. Ou até poético demais. Apenas lembro-me de luzes, de sons, de dores, de alegrias arrastadas e muito sentidas. Sei que foi uma época de extremos.
Sinto que faço parte de um filme. E o diretor é um neurótico por perseguição. Tenho a impressão de que alguém observa, analisa o meu subjetivo e comanda tudo o que deve ser feito. Apenas para que eu continue a ser amada, amante, poesia, prosa, engraçada, feliz, sociável, sensível.
Mas eu digo que pare. Pare agora mesmo. Isso tudo me parece um tanto automático.
Me deixe ser diferente do que é "belo" também. Viver o real é de maior relevância agora. E me deixe ser oposto de "aceitável", se isso é ser Bruna.
Essa noite, pensando em tudo o que rodeava o meu corpo e os meus movimentos, criei uma imagem.
Estava eu perplexa, sem poder movimentar o corpo, a mente ou sentir a pele, demasiadamente dormentes. O dia clareava, mas não refletia a luz que se encaminhava para o escuro. De repente encontro minha alma sentada na beira de um rio com uma lanterninha a iluminar todas as letras perdidas do meu livro.
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